Dicas sobre vela de ignição
Identifique o problema do motor, analisando o estado da vela de ignição.
Identifique o problema do motor, analisando o estado da vela de ignição.
Poucos instaladores de sistemas GNV atentam para o fato. Mas, a importância de uma revisão geral na mecânica dos motores a serem convertidos para o uso do gás natural deveria ser uma regra nas oficinas.
Verificar o estado das velas de ignição, dos filtros de ar e óleo é uma forma de otimizar o trabalho de conversão de um motor. Deixar esses detalhes de lado pode significar um mau rendimento do sistema com perda de potência e uma má reputação tanto para a oficina como para o sistema de gás natural.
A revisão é obrigatória, segundo a regulamentação técnica do Inmetro, para avaliar as condições gerais do veículo, antes da instalação do sistema de GNV.
Claro que no caso da conversão de um veículo novo esses cuidados são dispensáveis mas, a realidade, é que a grande maioria das conversões são feitas em veículos usados, ou muito usados. Na ansiedade para economizar – essa é a preocupação de 10 entre 10 consumidores de gás natural veicular – os proprietários dos veículos não querem perder tempo e nem aplicar mais dinheiro substituindo velas e filtros que ainda “rodam muito”. Os donos das oficinas, por sua vez, querendo economizar tempo e “não aborrecer o cliente com tantas exigências”, também costumam fazer vista grossa para o estado de saúde dos motores.
A vela de ignição é fundamental para determinar o funcionamento do motor. É dela que provém a centelha para a queima da mistura ar-combustível. Uma vela carbonizada, defeituosa, ou já desgastada pelo uso, vai comprometer o rendimento térmico da combustão e se traduzir numa queima incompleta, com falhas e perda de potência. Já o filtro de ar, cujo alguns motoristas substituem a troca no prazo recomendado pelo simples “sopro” com jatos de ar comprimido, é responsável pela “respiração” do motor. O ar que participa da queima do combustível passa por ele. Um filtro muito utilizado, retém partículas de poeira a ponto de quase “estrangular” o motor. É como um asmático tentando respirar durante uma crise. Já os filtros de óleo se contaminam com as impurezas do combustível e, depois do uso prolongado, perdem sua característica de lubrificação das partes móveis internas do motor, provocando superaquecimento e até travamento, mais conhecido por motor fundido.
O engenheiro Paulo Issamo, da BRC, fabricante de componentes para GNV, é um dos que defendem a revisão do motor como condição indispensável para uma boa conversão. Mas a responsabilidade deve ser dividida. Se o instalador não oferecer este tipo de serviço, cabe ao consumidor exigi-lo, afinal é o investimento dele que está em jogo.
Globo Gás Brasil
TENSÃO DA BOBINA DE IGNIÇÃO
A alta tensão necessária para a produção da faísca nas velas de ignição depende de vários fatores, como por exemplo:
Em função desses e outros fatores, a tensão de ignição pode variar de um veículo para outro. Portanto, vale salientar que o valor de potência de uma bobina de ignição, por exemplo: Bosch KW - vermelha 28.000 Volts, é o valor máximo de tensão que ela pode fornecer, e não a sua tensão normal de trabalho. A tensão normal de trabalho deve ser suficiente par superar todas as resistências (barreiras) encontradas em condições normais de trabalho até a produção da faísca na vela de ignição. Por esse motivo, a tensão normal de trabalho deverá ser sempre inferior à tensão máxima que a bobina pode fornecer ao sistema de ignição para que não ocorra falhas no funcionamento do sistema. É correto dizer que à medida que os componentes do sistema vão se desgastando ou apresentando variações de suas características originais, maior será a exigência (demanda) de alta tensão para a produção da faísca e, conseqüentemente, maior será a tensão normal de trabalho da bobina de ignição. Nota: Essa matéria foi extraída do fascículo “Treinamento Técnico em Autopeças” Super Profissionais Bosch.
Na estrada, os vidros abertos interferem na aerodinâmica e aumentam o consumo.
Troque o filtro de ar a cada duas trocas de óleo e as velas e o filtro de combustível a cada 30 mil quilômetros. Estes três componentes desgastados fazem com que seu carro perca rendimento e aumente o consumo.
Nunca deixe o tanque esvaziar muito para não sujar o sistema de injeção e não prejudicar a bomba de combustível.
Calibre semanalmente os pneus e faça alinhamento da suspensão a cada 10 mil quilômetros. Pneus murchos e suspensão desalinhada exigem mais do motor e aumentam o consumo.
Evite regimes altos de aceleração. O mais econômico é trocar de marcha no regime de torque indicado no manual de proprietário.
Evite acelerar desnecessariamente. Ao ver um semáforo amarelo ou vermelho à sua frente, pare de acelerar. Além de economizar combustível, você economizará os freios.
Não permita que o frentista coloque combustível depois que a bomba travou, pois o excesso é eliminado pelo respiro do tanque e prejudica o consumo, além de ser um desperdício.
Prefira abastecer em postos com piso plano para evitar acúmulo de ar no tanque e um controle errado do consumo.