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Trabalhando sob pressão

Manutenção periódica do redutor garante economia e segurança.
Para se ter uma idéia da importância da requalificação do redutor de pressão para o bom funcionamento de um veículo movido a GNV, poderíamos compará-la com a importância de um check-up cardiológico para o funcionamento do seu corpo. Com uma vantagem: È muito mais fácil trocar as peças desgastadas do motor de um carro.

O redutor é um dos componentes mais exigidos em um sistema GNV. É ele quem recebe o gás vindo do cilindro, a uma pressão média de 200 bar, e o prepara para a entrada no motor, a apenas 1,5 bar, em média. Tal esforço faz com que este componente, geralmente fabricado em liga de alumínio, necessite de uma revisão periódica a cada um ano ou, no máximo, 150 mil km de uso, segundo Edson Carrete, diretor técnico da Rodagás.

A revisão periódica consiste na troca de componentes de vedação - como borrachas e juntas - e análise da resistência do redutor e seus componentes. Quem tem veículo movido a GNV não pode descuidar dessa revisão períódica, alerta Edson Carrete, sob pena de enfrentar problemas como mau rendimento do motor, vazamentos e até comprometer toda a segurança do sistema. É melhor investir de R$ 100 a R$ 150 na revisão periódica do redutor, do que ter perdas por mau funcionamento do sistema, com desperdício de gás natural. A tão decantada economia do GNV pode, neste caso, literalmente ir pelos ares.

Outro fator importante é a quem confiar os serviços de revisão periódica. Uma oficina dita “especializada” em gás natural não é garantia de um bom serviço, alerta Carrete. O ideal, é que a revisão periódica do redutor fosse feita pelo próprio fabricante ou por oficina credenciada como assistência técnica da marca.
Muitos “mexânicos”, sabendo da importância da revisão periódica do redutor, oferecem esses serviços a preços módicos, o que é um risco, pois o trabalho envolve troca de componentes feitos sob medida e materiais homologados que não podem ser substituídos por “similares”.

Mas o pior mesmo é negligenciar a atenção com o funcionamento do redutor. O fato é que, a exemplo da Rodagás, a tecnologia atualmente empregada na fabricação dos componentes do sistema, muitas vezes o torna tão eficiente que os consumidores relaxam em sua manutenção.

É preciso revisar válvulas, conexões, mangueiras, componentes mecânicos e eletrônicos com a mesma importância. É como na aviação, a manutenção preventiva é que vai garantir o funcionamento eficiente e seguro, traduzindo em economia máxima, para o usuário.

Por Edilson Vieira

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