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Bobinas de Ignição

TENSÃO DA BOBINA DE IGNIÇÃO
A alta tensão necessária para a produção da faísca nas velas de ignição depende de vários fatores, como por exemplo:

  • Potência do motor
  • Compressão do motor
  • Sistema de ignição utilizado
  • Resistência dos cabos de velas
  • Resistência do rotor do distribuidor e distância entre o rotor e terminais da tampa (para veículos com distribuidor)
  • Utilização de velas resistivas e distância entre os seus eletrodos

Em função desses e outros fatores, a tensão de ignição pode variar de um veículo para outro. Portanto, vale salientar que o valor de potência de uma bobina de ignição, por exemplo: Bosch KW - vermelha 28.000 Volts, é o valor máximo de tensão que ela pode fornecer, e não a sua tensão normal de trabalho. A tensão normal de trabalho deve ser suficiente par superar todas as resistências (barreiras) encontradas em condições normais de trabalho até a produção da faísca na vela de ignição. Por esse motivo, a tensão normal de trabalho deverá ser sempre inferior à tensão máxima que a bobina pode fornecer ao sistema de ignição para que não ocorra falhas no funcionamento do sistema. É correto dizer que à medida que os componentes do sistema vão se desgastando ou apresentando variações de suas características originais, maior será a exigência (demanda) de alta tensão para a produção da faísca e, conseqüentemente, maior será a tensão normal de trabalho da bobina de ignição. Nota: Essa matéria foi extraída do fascículo “Treinamento Técnico em Autopeças” Super Profissionais Bosch.

Alimentação

Não existe um prazo específico para uma revisão no sistema de injeção. O ideal é sempre observar o funcionamento do carro. Caso você perceba os sintomas acima relacionados, procure uma oficina. Se não perceber nada, faça a manutenção preventiva a cada 40 mil quilômetros.

Quando for feita a limpeza no sistema de alimentação, solicite a troca das velas, a verificação dos cabos, a limpeza dos bicos da injeção, a troca do filtro de combustível. Opte pela limpeza externa dos bicos. A limpeza no local contamina o óleo com detritos, diminuindo a vida útil do motor.

A gasolina aditivada é a mais recomendada. A ação dos detergentes nela contida diminui o acúmulo de detritos nas partes que entram em contato com o combustível. Assim, o prazo para uma limpeza completa será maior. Lembre-se: gasolina aditivada não é sinônimo de maior desempenho e menor consumo, apenas ajuda a manter o motor mais limpo.

Peça que o frentista complete o tanque apenas até o primeiro “clique” da bomba. Combustível em excesso no tanque provoca danos ao cânister, peça responsável por sua evaporação, além de vazar pelo bocal nas curvas, causando manchas na pintura.

Não ande com o tanque quase vazio. Com pouco combustível, a bomba de combustível trabalha sem refrigeração e superaquece, provocando sua queima. A troca é cara. Além disso, com impurezas contidas no fundo do tanque podem contaminar e entupir os sistema de alimentação.

Procure abastecer sempre no mesmo posto. Desconfie de das chamadas “bandeiras brancas”, postos que não pertencem a uma rede de distribuidoras. Por não terem controle de qualidade, é mais comum estes estabelecimentos adulterarem o combustível.

Caso você abasteça em um posto e comece a perceber os sintomas de combustível adulterado, evite andar com o carro. Se a quantidade de combustível for grande, drene-a. Caso seja pequena, complete o tanque em posto de boa procedência e, se os problemas permanecerem, procure um mecânico.

Embreagem

Evite reduções bruscas de velocidade, freando ou desacelerando subitamente o motor.

Nunca saia com o veículo em segunda marcha.

Sempre saia calmamente com o carro, evitando arrancadas bruscas.

Evite acionar e desacionar bruscamente a embreagem para aumentar o giro do motor. Além de não ganhar velocidade, você vai diminuir sua vida útil. Evite sempre ultrapassar a capacidade de carga especificada pelo fabricante do veículo porque afetará o funcionamento da embreagem e diminuirá a vida útil da mesma.

Nunca segure o veículo numa rampa utilizando a embreagem como freio, este hábito causa um desgaste excessivo do disco. Nestas situações utilize sempre o freio do veículo.

Utilize o pedal da embreagem somente no momento da troca de marcha. Quando o motorista descansa o pé sobre o pedal ocorre um aquecimento do sistema e um desgaste prematuro dos componentes.

Bomba Elétrica

O combustível é sugado do tanque através de uma bomba elétrica, que fornece o combustível sob pressão a um tubo distribuidor onde estão fixadas as válvulas de injeção.

A Bomba fornece mais combustível do que o necessário, a fim de manter no sistema de combustível a pressão necessária para todos os regimes de funcionamento do motor. O excedente retorna ao tanque.

A bomba elétrica de combustível não apresenta nenhum risco de explosão pois internamente não ocorre nenhuma mistura em condições de combustão.

A bomba de combustível é isenta de manutenção. Deve ser testada e substituída quando necessário. No sistema Motronic a bomba pode ser montada dentro do tanque de combustível (In Tank). Dependendo do veículo pode também ser montada fora do tanque de combustível (In Line).

Atuadores

São componentes que recebem informações da unidade de comando e atuam no sistema de alimentação, variando o volume de combustível que o motor recebe. Ex: Atuador de marcha lenta. Os sistemas de injeção podem ser de dois tipos: Multiponto (LE-Jetronic) e Monoponto (Mono Motronic).

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