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Europa supera “discursos” e adota alta tecnologia para GNV

Os países da Europa que adotaram o Gás Natural Veicular (GNV) perceberam ao longo dos anos, que desenvolver tecnologias para o uso deste combustível seria o melhor “remédio” para o crescimento desse mercado. A partir da premissa de que o interesse dos usuários por um combustível mais econômico aumenta a demanda por produtos e serviços para uso do GNV, os empresários europeus iniciaram um processo evolutivo sem precedentes. Vale lembrar que a Itália já utiliza o gás como combustível veicular a mais de 50 anos. A Europa é referência no uso deste combustível e os eventos mais importantes para o mercado de GNV acontecem nesse continente.

A Globo Gás Brasil visitou a 2ª Feira Mundial de Veículos a Gás Natural e Hidrogênio. Este evento, o mais recente sobre GNV, aconteceu na Itália no mês de setembro, na cidade de Turim. Nesse evento foram apresentadas tecnologias de vários países e continentes.

Demandados por seus avanços tecnológicos, os produtores europeus são solicitados pelas montadoras e distribuidoras de veículos italianas, para a elaboração e execução de projetos para uso do GNV em veículos novos. Como exemplo, podemos citar o pátio da BRC Itália, fabricante de produtos para GNV, localizado na cidade de Cherasco/Itália, onde são instalados os sistemas para utilização de GNV nesses veículos. Os sistemas instalados são de última geração e obedecem aos critérios técnicos de projeto dessas montadoras e discutidas em conjunto com o fabricante do sistema para GNV.

Outra sensação, são os ônibus movidos a Gás natural que circulam na Itália, que segundo fontes italianas, o projeto, para a realização desse empreendimento é financiado pelo governo, além de incentivos fiscais. Esses ônibus possuem plataforma baixa e os cilindros fixados estrategicamente no teto, são de liga leve, ou seja, fabricados de material composto, metal e fibra, ou totalmente de material não metálico.

Nos veículos de passeio, o acondicionamento dos cilindros para armazenamento de GNV é otimizado e se ajusta ao espaço do porta-malas do veículo. Nesse caso, os instaladores buscam projetos orientados pelas montadoras de veículos. O abastecimento de GNV, na parte lateral do veículo é cada vez mais comum, pois é realizado no mesmo local de abastecimento do combustível original. Considerado mais seguro que o abastecimento próximo ao motor, este tipo de abastecimento é preferido, uma vez que, além do fator segurança, não existe o incômodo de abrir e fechar a tampa do motor, segundo os especialistas da BRC Itália.

Enquanto no Brasil se discute a venda do GNV por massa (kilo), em substituição a venda por metro cúbico, na maioria dos países que utilizam o GNV a venda é por massa, inclusive na Itália. O Inmetro possui um Regulamento que ainda não foi publicado, que trata da transformação de unidade de volume para massa. Geralmente, segundo técnicos do Inmetro, devem ser seguidas as recomendações da OIML (Organização Internacional de Metrologia Legal), a qual o Brasil é país membro. Neste caso, a OIML recomenda a venda por massa. No evento de Turim o representante de um fabricante de dispenser do Irã, questionou a venda em metros cúbicos no Brasil, uma vez que o medidor do dispenser faz a leitura em massa.

O avanço tecnológico e o crescimento do mercado italiano é claramente percebido a bordo de um Citroen Picasso C4, motorização 2.0/16V com sistema para GNV instalado marca BRC Itália, conduzido pelo Sr. Adriano Giraudo, enquanto levava a equipe Globo Gás Brasil para o Aeroporto de Milão. Economia, desempenho, suavidade e nenhuma falha técnica. O nosso condutor ressaltou a economia do GNV nesse veículo, ele disse que a relação de consumo é de 1 kilo para 20km, como nesse veículo ele abastece 21 kilos, conseqüentemente ele percorre 420km.

Por Rejane Acioli

Resolução CONTRAN 280 2008

Os veículos automotores originais de fábrica homologados pelo Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN com sistema de alimentação de combustível para uso do gás natural veicular – GNV, devem ser objeto de Programas de Avaliação da Conformidade regulamentados pelo Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO.

Na íntegra

Inmetro e ABNT discutem a adoção de novas normas de fabricação de cilindros para armazenamento de GNV

Os fabricantes de cilindros que armazenam gases a alta pressão, contam hoje com uma tecnologia muito mais apurada, do que aquela utilizada há vários anos atrás. As normas antigas se concentravam mais no aspecto da segurança, pesquisas nesse campo, conseguiram abordar ao mesmo tempo, os aspectos quanto à resistência mecânica e o menor peso possível, sem afetar a segurança do cilindro. Representantes do Inmetro e da ABNT realizaram um estudo de viabilidade para a adoção das normas de fabricação de cilindros para gases à alta pressão, direcionados principalmente para os cilindros que armazenam o gás natural veicular.

Segundo o representante do Inmetro e responsável pelo programa de avaliação da conformidade de cilindros para GNV, engenheiro Italo Oliveto, a regulamentação técnica do Inmetro somente permite a comercialização de cilindros fabricados pela norma ISO 4705 para cilindros de aço e norma ISO 11439 para cilindros fabricados de material composto. A norma ISO 4705, publicada em 1983, foi substituída pela ISO, através da norma ISO 9809-1. A norma ISO 11439 está sendo revisada e assim que for publicada esta revisão, estaremos publicando as Portarias do Inmetro, permitindo então os usos destas normas. Os fabricantes e distribuidores terão um prazo adequado para a normalização do mercado, face às mudanças devidas.

Quanto a requalificação destes cilindros, continuaremos a adotar a norma NBR 12274, para os cilindros de aço e a norma ISO 11623, que será adequada a uma norma brasileira, no caso dos cilindros fabricados de material composto, esclarece Oliveto.

Com relação ao Mercosul, vamos iniciar a discussão a respeito da harmonização de uma regulamentação técnica, com vistas a facilitar o comércio de cilindros neste mercado. Assim sendo, na primeira reunião deste ano, que acontecerá na semana de 20 a 24 de março, na cidade de Buenos Aires, na Argentina, os países membros do Mercosul deverão apresentar suas propostas com relação aos projetos de fabricação de cilindros, assim como definir a base normativa que deverá ser seguida para a harmonização mencionada. Nesta ocasião o Brasil apresentará a sua proposta com base nas normas da ISO, seguindo a tendência da base normativa brasileira, conclui Oliveto.

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