Você sabe qual a geração correta do kit para GNV no motor de seu veículo?
Muitas são as discussões referentes à instalação do kit adequado para o uso do GNV. Os consumidores devem ser esclarecidos quanto à aplicação dos componentes corretos para não prejudicar o funcionamento dos veículos. As oficinas convertedoras devem explicar e orientar os clientes, destacando a importância e a necessidade do motor receber os componentes eletrônicos que servirão para manter o seu bom funcionamento, sem afetar o seu desempenho.
Isto pode ser um pouco difícil para um leigo entender, mas devem ser mostradas as diferenças entre um veículo com carburador e outro com injeção eletrônica, por exemplo. O kit para o veículo carburado não serve para o veículo injetado e vice-versa.
- Se esta prática ocorresse em todas as instalações para GNV, ou seja, utilizar o kit adequado ao veículo, não estaríamos vivendo as diferenças absurdas nos preços dos kits, criando um mercado paralelo, deixando a ilusão aos consumidores que estão instalando kits mais baratos, sem perceberem que estão, à médio prazo, desgastando todos os componentes originais, afetando desta forma a vida útil do veículo, afirmam os fabricantes de kits.
- Quando se instala um kit para um veículo com carburador, ele deverá ser de primeira geração, ou seja, o controle da mistura de combustível é realizada através de registros mecânicos, no entanto quanto se instala um kit para um veículo com injeção eletrônica, o controle da mistura de combustível é realizado eletronicamente, sendo assim ele deve ser de segunda geração em diante, conforme o sistema original instalado. Caso esta prática não seja adotada, teremos um veículo equipado com injeção eletrônica original de fábrica funcionando como veículo carburado, esclarecem os fabricantes de kits.
Veja aqui a geração de kits existentes no mercado e a sua correta aplicação, para adequação ao sistema original instalado no veículo.
1° Geração do sistema de GNV
•Utilizada em veículos carburados
•O ajuste da mistura (ar/gás) é feita através de registros mecânicos, um para a marcha lenta e outro para passagem de alta
•Sistema aspirado com misturador
2° Geração do sistema de GNV
•Utilizada em veículos com sistema de injeção eletrônica de combustível
•O controle da mistura (ar/gás) é feita eletronicamente através do módulo de controle e executado por um atuador elétro- mecânico
•Sistema aspirado com misturador
3° Geração do sistema de GNV
•Utilizada em veículos com sistema de injeção eletrônica de combustível
•O controle da mistura (ar/gás) é feita eletronicamente através do módulo de controle e executado por dois atuadores elétro- mecânicos
•Sistema aspirado com misturador
4° Geração do sistema de GNV
•Utilizada em veículos com sistema de injeção eletrônica de combustível
•O controle da mistura (ar/gás) é feita eletronicamente através do módulo de controle e executado por dois atuadores elétro- mecânicos
•Injeção de fluxo contínuo
5° Geração do sistema de GNV
•Utilizada em veículos com sistema de injeção eletrônica de combustível
•O controle da mistura (ar/gás) é feita eletronicamente através do módulo de controle e executado por válvulas injetoras
•Injeção seqüencial
Veja a seguir alguns componentes eletrônicos:
Simulador de Bico Injetor
Este dispositivo foi integrado ao kit com a função específica de enviar ao módulo original do carro um sinal simulado do funcionamento dos bicos injetores. Não é necessário a todos os veículos.
Variador de Avanço
Dispositivo opcional que antecipa a faísca das velas dando mais tempo para queimar o GNV, propiciando uma queima mais completa e um aumento no torque do motor, melhorando o desempenho do veiculo.
Conjunto do Atuador: Motor de passo exclusivo para o GNV
Exclusivo para os kits eletrônicos. Instalado entre o Redutor e o Misturador e controlado pelo M.E.C.G., executa automaticamente as correções necessárias na mistura (ar/gás).
Módulo Eletrônico para Controle de Gás - MECG: Centralina Exclusiva para GNV
Também exclusivo para os kits eletrônicos, tem como função corrigir a mistura ar/gás. Para tanto, processa as informações geradas pelo sensor de borboleta (TPS) e pelo sensor de oxigênio. Controlando o atuador, realiza o enriquecimento ou empobrecimento da mistura em busca da mistura estequiométrica.
O M.E.C.G. gera ainda sinal simulado para o computador original do veículo para que este se mantenha nos parâmetros originais de trabalho enquanto o veículo é operado no gás, propiciando menor consumo, maior performance e menor emissão de poluentes, atingindo os parâmetros ideais de queima para o GNV.
Kit Ouro: MECG modelo 16.000
Kit Plus: MECG modelo 16.500
Kit Injeção Direta: MECG modelo 17.000
Este informe técnico foi enviado pela Rodagás do Brasil.





