Salada Mista
Mistura de componentes para compor kits de GNV garantem pouca coisa, entre elas, uma dor de cabeça de longa duração.
Imagine um carro com chassis produzido pela montadora A, com suspensão recondicionada, motor da montadora B e componentes elétricos “artesanais”, carroceria da montadora C e estofamento feito em fundo de quintal. O veículo fictício seria oferecido por um preço bem menor em relação a qualquer modelo de qualquer uma dessas montadoras. Daria certo? Certamente o quesito preço atrairia a atenção de alguns compradores desavisados. Mas, na hora da manutenção, da quebra, do pepino, a quem recorrer?
Este cenário fantasioso está sendo vivido na realidade pelos fabricantes de kits de conversão de gás natural veicular que assistem perplexos, componentes originais, (pesquisados, exaustivamente testados e com todos os certificados em dia), serem misturados a peças de qualidade e origem duvidosas. “O resultado é que cedo ou tarde, quem compra esses kits fora das especificações, acaba batendo na porta das assistências técnicas oficiais exigindo uma garantia de fábrica que foi vendida pelos instaladores”, setencia Edson Carrete, diretor técnico da Rodagás, um dos mais tradicionais fabricantes brasileiros de kits GNV.
Com o crescimento do mercado, aumentou também a ganância de alguns comerciantes pelo lucro fácil e assim, se apropriam de kits básicos e agregam a eles componentes estranhos ao kit original, como componentes eletrônicos adaptados e, até peças artesanais, como os misturadores que, á primeira vista, pode ser feito por qualquer torneiro mecânico. A idéia inicial de reduzir custos não justifica o comprometimento de todo um sistema. Edson Carrete até reconhece que alguns instaladores possuem uma lista fixa de fornecedores de componentes, mas toda essa cadeia pode vir abaixo se um desses pequenos fabricantes resolver sair do esquema. “Não há como garantir integralmente um kit adaptado, o melhor que o consumidor tem a fazer é procurar instaladores autorizados, exigir a lista completa de componentes homologada pelo fabricante do kit e aí sim, junto ao instalador, decidir a configuração final do kit que será instalado em seu veículo”, assegura.
No caso do kit de conversão da Rodagás, toda a parte mecânica é desenvolvida pela empresa e os componentes eletrônicos são oriundos de fornecedores comprovadamente confiáveis e que trabalham junto à empresa há muitos anos; resultado, a Rodagás pode oferecer garantia de um ano, sem limite de quilometragem, para seus kits. “Aqui na Rodagás defendemos a filosofia de que é preciso vender uma solução completa”, explica Carrete: “Porque arriscar comprando componentes estranhos ao sistema se a fábrica tem uma linha completa de acessórios e componentes que foram desenvolvidos para trabalhar com harmonia e eficiência?”, argumenta.
Globo Gás Brasil
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